Tenho esta matéria guardada já faz uns meses…. esperando o momento para publicá-la para quem ainda nao leu. Eu sou e serei sempre uma apaixonada por ele !
Esta matéria saiu num Jornal em Portugal. Para quem ainda nao leu, vou colocando aos poucos aqui, porque deu 7 páginas no Word. Então vamos lá ao primeiro capítulo:
Numa operação internacional que envolve apenas um órgão de Comunicação Social por país, a Domingo mostra em primeira mão o capítulo mais polémico dos 20 de ‘Uma Vida Nas Suas Próprias Palavras’, a autobiografia de Freddie Mercury. ‘Estou Só Mas Ninguém Pode Dizê-lo’ revela o lado mais secreto do lendário vocalista dos Queen, que se fosse vivo faria 60 anos terça-feira. Da confissão crua da homossexualidade ao drama das relações amorosas sempre falhadas, passando pela dificuldade em acreditar nas pessoas – um relato histórico, puro e duro, de um dos maiores ícones da História do rock.
CAP. VI – “ESTOU SÓ MAS NINGUÉM PODE DIZÊ-LO”

- “Se eu quisesse crianças ia simplesmente ao Harrods e comprava uma. Eles têm lá tudo. Compre duas ganhe uma ama!”
- “Quando tenho um relacionamento nunca é sem entusiasmo. Não acredito em meias medidas e meios compromissos. Simplesmente não consigo suster-me quando me comprometo sobre o que quer se seja. Dou tudo o que tenho porque essa é a minha maneira de ser.”
- “Tento resistir quando me sinto atraído por alguém, mas não consigo controlar o amo. Cria um motim. Apaixono-me depressa demais e acabo por ser sempre magoado. Talvez eu atraia o género de pessoas errado para mim? Tenho cicatrizes por todo o lado. Mas não me posso ajudar porque basicamente sou um sofredor.”
- “Em termos de amor, nunca assumimos o controlo e eu odeio esse sentimento. Já chorei a potes. Posso ser duro no exterior, mas sou muito mole. Tenho este ar duro, um escudo macho que projecto no palco, mas também há um lado muito mais macio, que derrete como manteiga. Sou um verdadeiro romântico, como Rodolfo Valentino, mas alguns artigos fazem-me soar mesmo muito frio.
Tenho um lado macio e um lado duro, sem muita coisa pelo meio. Se a pessoa certa me encontra posso ser muito vulnerável, um verdadeiro bebé, o que acontece invariavelmente quando sou pisado, mas às vezes sou duro, e quando sou forte ninguém consegue chegar ao pé de mim. Agora e uma vez mais as garras saem – e estão afiadas!”
- “Sou uma pessoa muito dominante nas relações. Sou também uma pessoa muito possessiva. Eu posso atravessar grandes períodos tentando ser leal só para provar esse ponto, mas no momento em que sinto que alguém me traiu passo para o outro lado. Traição, eu sou cruel!”
- “Sou um homem de extremos e isso pode ser muito destrutivo. Posso ser exageradamente emocional e isso também pode ser muito destrutivo em mim. Pareço comer pessoas quando elas se aproximam demasiado e destrui-las, não interessa o quanto tento fazer com que as coisas corram bem. Deve haver um elemento destrutivo em mim porque tento com toda a força construir relacionamentos mas por algum motivo afasto as pessoas. Põem sempre a culpa do fim do amor em mim porque sou bem sucedido. Com quem quer que esteja parece que entram numa batalha para tentar estar à minha altura e compensar-me em demasia.”
- “Eu mimo terrivelmente os meus amores. Gosto de os fazer felizes e tenho tanto prazer em dar-lhes maravilhosos e caros presentes e no fim eles acabam sempre por mandar-me tudo à cara. Quando caiu desamparado no chão parece simplesmente que é a minha derrocada.”
- “Às vezes acordo envolto em suores freios, com medo por estar só. É por isso que costumo sair à procura de alguém que me ame, nem que seja apenas por uma noite. As minhas relações de uma noite são apenas eu a fazer o meu papel. O que gosto mesmo é de muito amor. Eu apaixono-me e depois acabo por magoar-me e ficar assustado. Parece que não consigo vencer.”